Hoje meu funcionário, amanhã meu concorrente. Cuide para que isso não aconteça!

Existe uma preocupação comum entre pequenos empresários, o fato de um funcionário externo dito “empreendedor” sair da sua empresa e levar seus clientes.

Do ponto de vista ideológico é um cenário injusto, pois muitas vezes esse funcionário, espertinho, não sabe como foi difícil para sua empresa chegar onde chegou e quer pegar um “atalho” roubando clientes da sua empresa.

Isso já aconteceu comigo no passado e acontece diariamente no mercado, porém existem algumas dicas que vou dar que podem impedir que isso aconteça:

1-) Evite o “excesso” de relacionamento pessoal do seu funcionário com o seu cliente:

Evite o “excesso” de relacionamento pessoal do seu funcionário com o seu cliente

É fundamental que o seu cliente tenha sempre um relacionamento profissional com sua empresa.

Centralizar o atendimento dos agendamentos e receber feedbacks profissionais de cada etapa da execução do serviço, cria uma relação profissional e de confiança com seu cliente.

Esse negócio do seu cliente ligar direto para o celular do seu funcionário externo não funciona!.

Toda essa “pessoalidade” de ligar direto para seu funcionário externo parece funcionar muito bem , porém essa relação pode ser danosa para a imagem da sua empresa , pois parece que só falando com o “fulano” é que o serviço funciona.

Se esse funcionário for daquele “espertinhos” você deixou a porta aberta para perder o seu cliente.

2-) Tenha processos amigáveis no atendimento:

Tenha processos amigáveis no atendimento

Ligar para sua empresa é um “porre”, burocrático e chato?

Você já tem um problema pra resolver.
Imagine, se eu ligo para sua empresa e o atendimento é ruim, depois ligo para o celular do seu técnico e tudo se resolve prontamente. Pra quem seu cliente vai ligar da próxima vez?

Centralizar o atendimento dos agendamentos e receber feedbacks profissionais de cada etapa parece utopia para você?

Acredito que uma ferramenta de tecnologia pode simplificar a sua vida, existem vários softwares que podem dar informações em tempo real de tudo que acontece na rua, você pode tornar tudo isso muito simples. (não posso deixar de fazer o meu “jabá” também rsrsrs www.contelege.com.br).

3-) Não admita funcionários externos na sua equipe que façam “bicos” paralelos:

Não admita funcionários externos na sua equipe que façam “bicos” paralelos

Esse cenário é mais comum do que muita gente imagina.

Se você tem uma empresa de mão de obra deve saber bem o que estou falando.

Vou pegar um exemplo pra tentar ser o mais claro possível:

Uma empresa de limpeza de piscina:

Um funcionário que trabalha numa empresa de piscina pode tranquilamente prestar o serviço de forma autônoma para alguns clientes “dele”, certo?

Você pode pensar: Qual o problema desse funcionário fazer um “bico” desde que seja fora do horário do expediente?

Vejo muitos problemas nisso:

Em primeiro lugar, toda empresa vive da propaganda “boca a boca”, já ouviu falar nesse termo?

Um cliente da sua empresa que esteja satisfeito com o seu serviço acaba indicando outros clientes para sua empresa e as vezes o seu cliente na boa fé acaba fazendo essa indicação para o seu técnico que presta o serviço pra você.

Voltando para o exemplo da piscina:

Se o seu funcionário da piscina faz bico de piscineiro também, essa indicação vai pra ele ou vai pra sua empresa?

Outro ponto a se pensar é o seguinte:

Se esse funcionário é externo e você tem dificuldade de controlar o que ele faz na rua, a probabilidade dele prestar algum serviço por fora em horário de expediente usando a sua estrutura é muito grande.

Não estou afirmando que todos são desonestos e que todos vão fazer o mesmo,mas a probabilidade é muito maior.

Recebo diariamente esse tipo de desconfiança em quem nos procura para adquirir o Contele ge, e o “bico” é um dos fortes motivos.

Pense se vale mesmo a pena ter um funcionário assim e não forme uma equipe que vai competir com você no futuro.

4-) Contrate seus funcionários com um termo de confidencialidade e não concorrência:

Contrate seus funcionários com um termo de confidencialidade e não concorrência

Existem mecanismos jurídicos que protegem uma empresa de um eventual uso de dados confidenciais e de uma não concorrência, onde seu funcionário deve assinar ao entrar em sua empresa ou até mesmo estando nela.

Esse documento deve ser um complemento do contrato de trabalho, e o funcionário deve ler, assinar e rubricar todas as vias.

Acredito que isso irá inibir os espertinhos e lhe dará o direito jurídico de se defender.

Separei para você um download desse termo, a qual nos foi cedido gentilmente pelo Djanilson L. Pontes, a quem dou esse crédito.

6 Comentários

    1. Leonardo Gazolli

      Oi Ribeiro, a missão desse blog é ajudar! muito me inspira em saber que estamos atingindo esse objetivo. Obrigado pelo feedback.

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  1. Jeferson Rossini

    É simples e óbvio, VALORIZE seu funcionário e invista no seu crescimento profissional na empresa, pois é lógico que um bom profissional e competente , quer ter crescimento pessoal e uma vida digna a altura de seu esforço. caso contrario vai virar concorrente sim e caso a empresa nao se esforce vai ter prejuízos gigantescos. Assim funciona a livre concorrencia. E que vença o melhor!!

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    1. Leonardo Gazolli

      Caro Jeferson , apoiamos a livre concorrência, porém ela tem que ser leal e justa! Se um funcionário se apropria de informações indevidamente enquanto trabalhava em uma empresa e usa isso como “fonte” de abertura da sua empresa, consideramos isso uma concorrência desleal.

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  2. Leonardo, bom dia. No ramo de serviços eu acredito que seja muito difícil aplicar boa parte das recomendações. Isso porque, conceitualmente, em serviços o “entregador é parte do produto”. É com ele que o cliente promove laços humanos e cria os tais “momentos da verdade”.

    No fundo acredito muito mais em ter relações de parceria baseadas na confiança e no crescimento mútuo e aceitar que existem ideias que são facilmente copiáveis por pessoas competentes, logo, há sempre uma chance de termos de concorrer com um ex-colega. Daí vem a pergunta gerencial mais importante: como exibo em minha oferta um valor que me destaque da concorrência, seja ela nova ou velha?

    Pedro Silva
    Gestor de Serviços pela FGV-RJ e Gerente Técnico da Sinal Vital-RJ

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    1. Bom dia! Concordo que o ramo de serviços existe uma pessoalidade muito grande, porém a MARCA e a RESPONSABILIDADE que representam sua empresa junto ao seu cliente tem que se sobressair a essa pessoalidade. Não me preocupo com a concorrência, só ajudo os meus assinantes a evitar o que consegui fazer aqui: Passar por uma concorrência desleal sem perder clientes.(Um ex-colega que trabalhou na sua empresa, sabe os seus preços e pega sua lista de clientes, não é uma concorrência leal, ok?).

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